A volta do Mundial de MotoGP para Goiânia vai impulsionar o motociclismo brasileiro. Além da visibilidade, estímulo para jovens pilotos e chegada de novos patrocinadores, o circuito de Goiás é a nova referência para pistas de moto no continente.
O organizador da Moto1000GP, Alan Douglas, é otimista com o futuro do motociclismo no Brasil. Ele diz que novos pilotos estão no caminho para chegar à Moto3 (categoria de acesso à Moto2 e MotoGP) e o público nos autódromos brasileiros tem crescido.
Uma das promessas brasileiras para os próximos anos é o piloto Humberto Maier, o ‘Turquinho’, 20 anos, que compete na SportBike (WorldSBK), categoria de acesso à SuperBike. O campeonato começou em Portugal e terá mais 7 etapas na Europa até outubro, encerrando na Espanha.
No mundial de Yamaha R3 (WorldSBK), os candidatos brasileiros são o brasileiro-peruano Aymon Bocanegra, Léo Marques e Heitor Ourinho. A competição começa nos dias 2 e 3 de maio na Hungria. O vencedor terá acesso à SportBike em 2027.
Nos autódromos brasileiros, o Blu Cru Academy terá dois nomes de peso na Moto1000GP: Mario Salles, na GP600, e Felipe Macan, na GP1000.
Após a MotoGP, o autódromo Ayrton Senna terá intensa programação de motociclismo em 2026. O calendário prevê 2 etapas do brasileiro de Moto1000GP e 7 do campeonato goiano, a partir de maio. A abertura da Moto1000GP 2026 será no próximo final de semana – dias 11 e 12 de abril – em Interlagos.
Segundo Alan, responsável também pelo programa Missão 78 que leva pilotos brasileiros para o Mundial de SuperBike, o autódromo Ayrton Senna tem três características que fazem dele um circuito perfeito para o motociclismo: segurança bem estruturada (que minimiza os riscos de acidentes), traçado excelente com trechos de média e alta e ótima visibilidade para o público.
“A chegada do Mundial de MotoGP com o Grande Prêmio do Brasil já é um divisor de águas no motociclismo. Ele vai crescer muito a partir de agora’, conclui o dirigente.
Moto4 Latin Cup
A Honda terá presença marcante nas categorias de base com a Moto4 Latin Cup, com foco nos novos talentos da Motovelocidade na América Latina.
Inserida no projeto oficial de acesso “Road to MotoGP”, a Moto4 Latin Cup utiliza as exclusivas motocicletas Honda NSF 250R, que são a base dos produtos utilizados na Moto3.
Depois de correr como evento suporte como evento suporte do GP Brasil de MotoGP, as demais provas serão sediadas no calendário da Moto1000 GP, o Brasileiro de Motovelocidade, e no GP3, competição argentina. O vencedor da temporada terá vaga garantida na Moto4 European Cup 2027.